Quinta, 14 Maio 2015 21:50

Qual é o parâmetro?

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Não resta a menor dúvida de que a Igreja possui a única verdade concernente a justiça divina e ao único Deus que reina no universo, mas o problema está no fato dessa igreja ser feita de pessoas normais de carne e osso. Diferente de muitas outras religiões, o cristianismo não possui um Deus que veio de outro planeta ou que surgiu de um grande acontecimento cósmico e até mesmo que já tenha descido do céu pronto, sem carne humana e sem ter passado pela experiência do nascimento carnal. O cristianismo tem um Deus que se aproximou do homem de uma forma espetacular (Jo 1:14), nasceu de uma mulher, foi criança, adolescente e adulto. Esteve debaixo de uma Lei séria e muito complicada de se compreender (A Lei Mosaica). O Deus dos cristãos era submisso, falou quando todos o queriam calado (Jo 8:7) e se calou quando todos queriam ouvia a sua voz (Lc 23:9). Foi o Deus que perdeu a paciência (Mt 21:12), teve medo (Mt 26:42), enfim, foi homem.

"Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Timóteo 3.15)

Frente a toda essa humanidade estamos nos deparando a cada dia com a dificuldade de julgar algumas questões importantes na igreja. Não podemos mais tocar em alguns assuntos por sermos "homens". Na verdade entendo que algumas pessoas preferem não julgar os erros da igreja por conta de uma tríade: já fiz / se não fiz, posso fazer/ se fizer, não quero ser julgado. Isso desqualifica a Igreja como disse Paulo a Timóteo como ...a coluna e firmeza da verdade (1 Timóteo 3.15c). Não importa quem já fez, quem fará, ou quem tem medo de fazer, importa é que a Igreja que teve um Deus que viveu em um corpo humano não julga com parâmetros humanos. A igreja julga com os parâmetros da Palavra e a palavra é Cristo (João 1.1). Estamos em um momento em que tudo passa pelo fato de termos o medo de um julgamento voltar-se contra nós no futuro e com isso a igreja vai se tornando complacente. E quanto mais complacente é a igreja, mais parecida com o mundo ela ficará.

Quanto mais complacente é a igreja, mais parecida com o mundo ela ficará

Muitos se enganam quando temos que julgar algum acontecimento em nosso meio acreditando que esse julgamento será feito com um teor de exclusão, vergonha ou para imposição de dor - NÃO É ISSO! O maior objetivo do julgamento de pecados na igreja é o corretivo com objetivo central de evitarmos a perda de uma vida e de uma família. Não podemos fechar os nossos olhos para o que diz o texto:

Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? (1 Pedro 4.17)

Estamos sendo a cada dia julgados em nossas atitudes e repreendidos por Deus através de Sua Palavra para que tenhamos uma vida melhor da que tivemos ontem e para que tenhamos a possibilidade de sermos pessoas crescidas espiritualmente e não apenas neófitos. Sim, somos julgados e teremos de ter parâmetros para julgarmos. Não julgamos para fazer mal aos nossos irmãos mas para recuperá-los. Não importa se eu já cometi o mesmo erro que ele, mas sim se eu pude ser exortado, ensinado e com isso me veio o verdadeiro arrependimento. Não posso ser colocado na classe de pessoas que não podem julgar a mentira por já ter sido pego nela no passado. O que importa é o que você se tornou depois de uma repreensão. Isso é o seu novo homem que, arrependido, poderá com a ajuda de Deus, levantar seu irmão.

Por fim, temos que elevar nossos parâmetros e eles só o serão alçados pela Palavra. Nada poderá colocar nossa forma de medir em lugar mais alto do que a Palavra.

Usemos a palavra.

Lido 402 vezes Última modificação em Quinta, 14 Maio 2015 22:13
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