Domingo, 12 Junho 2016 14:59

Uma decisão diária

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Sim, viver é decidir no tempo. No futuro, o sempre puro e translúcido desejo de felicidade; no presente, a expectativa, o frio no estômago entre sorrisos e perante o novo... E no passado, quase sempre uma coleção de arrependimentos e histórias tristes. E sofremos ao olhar pra trás... Não é assim? Carreira, projetos, amigos, casamento, filhos, um carro... Não raro lamentamos o que consideramos tempo perdido e nos pegamos imaginando como as coisas teriam sido se tivéssemos escolhido outro caminho naquele momento tão crucial, tão definitivo... Tão indelével.

Entretanto... É possível enxergar as coisas de outra forma e, quem sabe, enxugar algumas lágrimas de escolhas infelizes.

Por isso, sem meus erros, jamais seria quem sou hoje

A cada passo que eu dei nesta vida, certo ou errado, feliz ou infeliz, pude aprender.

Aprendi que nos arrependemos muito mais das escolhas que não fizemos e nem tanto das que tivemos a coragem de fazer.

Aprendi que uma mágoa pode calar um coração por anos a fio, mas a pura e convicta vontade de amar tem o poder de jogar tudo por terra e deixar de alimentar aqueles tóxicos argumentos sobre de quem é a culpa.

Aprendi que a forma mais sublime do amor é querer o bem do outro, ainda que para isso seja necessário afastar-se e abdicar do próprio querer.

Aprendi que tanto meu coração quanto minha mente podem ser enganosos, e posso me perder e me encontrar diversas vezes em meu próprio caminho de infinitas escolhas. Por isso, sem meus erros, jamais seria quem sou hoje.

Foi quando entendi que a felicidade não é um fim após o qual poderíamos finalmente descansar e que, portanto, amar é uma decisão diária. O passado deixa de ser triste, o presente deixa de ser inquietante. E o futuro... mais admirável!

Lido 411 vezes Última modificação em Domingo, 12 Junho 2016 15:14